INTERESSE PÚBLICO NACIONAL
Curiosamente, o ponto de chegada dos melhores navegadores dos tempos modernos é precisamente o
local de onde zarparam as naus lusitanas que outrora protagonizaram a epopeia que abriu novos
horizontes para o mundo. Por razões históricas e pela localização geográfica, Portugal é um traço de união
privilegiado entre a Europa, a África e as Américas.
“Só nos podemos regozijar com o facto de recebermos em Portugal um dos cinco maiores eventos
desportivos do mundo. Não só porque batemos outras candidaturas de relevo num processo
extremamente concorrido entre 34 cidades europeias, mas também pela enorme carga simbólica e
histórica associada a esta passagem da Volvo Ocean Race por Lisboa, mais precisamente no mesmo
local de onde há seis séculos os portugueses deram uma nova dimensão ao mundo”, destaca João
Lagos. “No nosso currículo contam-se já prestigiadas provas de vela, mas a Volvo Ocean Race é um
evento à escala global de ainda maior importância que ajudará a promover o desporto e o turismo
português, não só pela captação de turistas mas sobretudo pela projeção de uma imagem prestigiante e
atrativa do país e das nossas mais-valias. Não só promovemos a marca Portugal em termos económicos
e turísticos, como as próprias modalidades. Não há melhor instrumento de promoção do que grandes
eventos internacionais, pela forte mediatização que sempre está associada aos mesmos. Em simultâneo,
estamos convictos que servirá também para que Portugal recupere a vanguarda do mar e que promova a
reflexão junto das grandes empresas, nomeadamente através de projetos como a extensão da plataforma

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LISBOA VOLVO OCEAN RACE - 2012
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LISBOA VOLVO OCEAN RACE – 31 DE MAIO A 10 DE JUNHO
A MAIOR REGATA DO MUNDO ESTÁ A CHEGAR A PORTUGAL
Pela primeira vez nos 38 anos de história da Volvo Ocean Race, Lisboa
receberá a maior regata à volta do mundo. A frota de seis veleiros Volvo
Open 70, juntamente com as suas tripulações profissionais,
permanecerá na capital entre os dias 31 de Maio e 10 de Junho, na
doca de Pedrouços – onde estará sediado o Race Village da
competição – numa organização a cargo da Lagos Sports, com o apoio
da Câmara Municipal de Lisboa e do Turismo de Portugal, que volta a
colocar a capital portuguesa no seio dos grandes eventos desportivos
internacionais.
Depois da Tennis Masters Cup Lisboa 2000, do Euro 2004 e do
Lisboa-Dakar, entre outros eventos culturais como foi o caso da Expo-
98, a etapa transatlântica da Volvo Ocean Race que ligará o continente
norte-americano à Europa, elevará o nome de Portugal ao primeiro
plano mundial – neste caso com um dos cinco maiores certames
desportivos mundiais, a par dos Campeonatos do Mundo e Europa de
Futebol, Jogos Olímpicos e Ryder Cup em golfe.
Nas palavras de Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race, “é muito
importante ter uma cidade como Lisboa nos stopovers da prova. Não
só pelas ótimas condições para a prática da vela, que certamente
permitirão assistir a uma espetacular In-Port Race, mas também
porque será um enorme prazer chegar à capital portuguesa depois da
sempre rigorosa travessia do Atlântico”.
continental, que permitirá explorar novas fronteiras náuticas
e fomentar a economia marítima”.
A prestigiada regata, que teve início no ano de 1973, cumpre
em 2011-2012 a 11ª edição e a sua estreia em território
nacional foi conseguida através de uma parceria público-
privada entre o Governo, através do Turismo de Portugal, a
Câmara Municipal de Lisboa, através da Associação de
Turismo de Lisboa, e a Lagos Sports – tal como sucedeu
anteriormente na organização da Tennis Masters Cup de
2000 e da partida do Lisboa-Dakar. A etapa portuguesa da
Volvo Ocean Race, que por decreto-lei do Conselho de
Ministros foi declarada de interesse público nacional, será
aproveitada, igualmente, para requalificar a zona ribeirinha
adjacente à Doca de Pedrouços e prepará-la para
eventualmente acolher novas etapas em futuras edições
para além da de 2011-2012, bem como outros grandes
eventos náuticos internacionais.
DE ALICANTE A LISBOA… RUMO A GALWAY
A mais complexa regata de circum-navegação teve início a
5 de Novembro em Alicante, Espanha, e cumpriu até ao
momento as suas escalas na Cidade do Cabo (África do
Sul), em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), em Sanya
(China), e em Auckland (Nova Zelândia) – com cada um
destes portos a acolher as respetivas regatas costeiras.
Antes de chegar a Lisboa, no próximo dia 31 de Maio, a
frota ainda fará escalas em Itajaí (Santa Catarina, Brasil), e
Miami (Flórida, EUA). Depois de deixar a capital portuguesa,
a 10 de Junho, a Volvo Ocean Race seguirá para Lorient
(França), antes da largada rumo à meta final em Galway
(Irlanda) – completando-se assim um trajeto de 39.000
milhas náuticas (mais de 70.000 kms) à volta do planeta.
A bordo dos veleiros monocasco de alta competição de 70
pés (Volvo Open 70) – construídos em fibra de carbono,
com cerca de 14 toneladas de peso, equipados com
compartimentos estanques à proa e à popa, quilha
pivotante e um jogo de 17 velas de tamanhos e formatos
diversos – reúnem-se experientes velejadores oceânicos,
recordistas mundiais, campeões olímpicos, especialistas
em ‘match racing’ e participantes da Taça América.
HERÓIS DO ALTO MAR
Franck Cammas (Groupama): o skipper francês é o atual recordista do Troféu
Júlio Verne – com a marca de 48 dias e 7 horas de circum-navegação sem
escalas a bordo de um trimarã em 2010.
Iker Martinez (Team Telefónica): skipper do veleiro espanhol, o campeão
mundial e medalha olímpica de ouro e prata na classe 49er, conta ainda no
seu currículo com o título de vice-campeão na Barcelona World Race – a
regata à volta do mundo sem escalas para duplas de navegadores, realizada
em 2011.
Ian Walker (Abu Dhabi Ocean Racing): o velejador olímpico inglês, com duas
medalhas de prata no currículo, lidera a campanha dos Emirados Árabes
Unidos, naquela que é a primeira participação árabe no evento.
Chris Nicholson (CAMPER with Emirates Team New Zealand): o skipper
australiano soma três participações na Volvo Ocean Race desde 2001,
contando ainda seis títulos mundiais nas classes 49er e 505, com
representações pela Austrália em duas edições dos Jogos Olímpicos
(Sydney 2000 e Atenas 2004). Na equipa também o chefe de quarto, o
neozelandês Stu Banatyne, com cinco participações na prova.
Ken Read (PUMA): o norte-americano marca a sua segunda participação no evento,
depois de ter figurado como timoneiro em duas campanhas para a Taça América e
amealhado 46 títulos mundiais, norte-americano e nacionais.
Mike Sanderson (Team Sanya): um impressionante palmarés quando se fala em vela
de alto mar (offshore), com destaque para duas vitórias na Volvo Ocean Race – a
primeira com o NZ Endeavour em 1993-1994, então sob o comando de Grant Dalton e
mais tarde, em 2006, já como skipper do ABN AMRO ONE, numa das vitórias mais
dominadoras na história da competição, com seis triunfos em nove das etapas
offshore, e cinco em sete das In-Port Races.
Entre as tripulações de 10 velejadores com currículos náuticos invejáveis, encontram-
se ainda os Media Crew Members, que mais não são do que o 11º tripulante em cada
equipa, estando encarregue de relatar a vida diária a bordo dos veleiros, enviando via
satélite vídeos, fotografias e testemunhos escritos para todo o mundo – para lá de
serem os responsáveis pela confeção das refeições desidratadas e limpeza do interior
da embarcação.a do Troféu Júlio Verne – com a marca de 48 dias e 7 horas de circum-
navegação sem escalas a bordo de um trimarã em 2010.a do Troféu Júlio Verne – com
a marca de 48 dias e 7 horas de circum-navegação sem escalas a bordo de um
trimarã em 2010.
COMPLICAÇÕES NO MEDITERRÂNEO E ATLÂNTICO
A primeira etapa da Volvo Ocean Race 2011-2012
começou sob tempestade no Mediterrâneo e dois barcos
enfrentaram sérias avarias logo nas primeiras horas de
navegação, enfrentando ondas de cinco metros e ventos
na ordem dos 40 nós.
O veleiro Abu Dhabi partiu o mastro em três partes e teve
de regressar a Alicante. Já o Team Sanya, primeiro barco
com bandeira chinesa, sofreu um rombo no casco e foi
obrigado a procurar refúgio no porto de Motril, na costa
espanhola. Ambos os veleiros tiveram de ser embarcados
em navios de carga – o veleiro árabe em Lisboa e o veleiro
chinês em Gibraltar –, sendo daí transportados até à
Cidade do Cabo, onde os respetivos reparos exigiram
tempo e condições técnicas específicas. No Atlântico Sul, o
veleiro norte-americano PUMA também sofreu danos no
mastro e foi obrigado a seguir para a terra mais próxima,
no caso a ilha de Tristão da Cunha, a mais de 2.000
milhas de distância. A equipa ainda recebeu ajuda de um navio cargueiro que navegava perto, oferecendo combustível para alimentar o motor de bordo e o equipamento
de dessanilização da água do mar. Depois de vários dias na ilha, a tripulação e o veleiro foram resgatados por outro navio que os levou até a Cidade do Cabo.
A bordo do CAMPER/ETNZ, um tripulante ferido exigiu a atenção dos velejadores com formação paramédica, que tiveram de executar uma mini-cirurgia no dente incisivo
do sul-africano Mike Pammenter, atirado contra os brandais laterais por uma onda de grande porte. Com todas estas peripécias, apenas três veleiros completaram a
primeira etapa da Volvo Ocean Race, com a liderança a ficar entregue à equipa espanhola do Team Telefónica.
RISCO DE PIRATARIA NO ÍNDICO
Na sua 11ª edição, e por forma a salvaguardar a segurança da prova, a
organização da Volvo Ocean Race tomou a decisão inédita de embarcar os
veleiros a bordo de um navio armado para determinadas localizações no oceano
Índico devido ao crescente risco de pirataria. Assim, os seis veleiros partiram da
Cidade do Cabo rumo a um porto secreto algures no Índico, com exceção do
Team Sanya que, entretanto, sofrera nova avaria, desta vez no mastro, e teve de
seguir para o sul de Madagáscar.
Todas as tripulações, respetivas equipas de terra e o staff técnico da Volvo Ocean
Race, procederam à complicada operação logística de embarque dos veleiros ao
largo do oceano Índico. Daí, as embarcações foram transportadas até Sharjah,
na costa dos Emirados Árabes Unidos, iniciando desse ponto o ‘sprint’ final até
Abu Dhabi. O primeiro troço foi vencido pela equipa espanhola do Team
Telefónica, enquanto a tripulação francesa do Groupama dominou na reta final.
Para a terceira etapa da Volvo Ocean Race, a frota procedeu à mesma operação
mas no sentido inverso – os barcos velejaram a distância entre Abu Dhabi e
Sharjah, com vitória da equipa dos Emirados Árabes Unidos, embarcando
novamente no navio armado, para posterior desembarque em Malé, nas Maldivas
– onde o Team Sanya aproveitou para se juntar à frota, prosseguindo a rota até
Sanya (China), na qual os espanhóis do Team Telefónica voltaram a ocupar o
primeiro lugar do pódio. A navegação à bolina no mar do sul da China foi dura,
com a passagem pelo estreito de Malaca, onde o intenso tráfego diário de
navios, a presença de barcos e redes de pesca, além de lixo e escombros à
deriva, obrigaram a uma vigilância extra de todas as tripulações.
DA CHINA PARA A NOVA ZELÂNDIA
O percurso da quarta etapa exigiu ainda mais de todas as tripulações em prova, como
aliás se esperaria numa competição como a Volvo Ocean Race. A passagem pelo
estreito de Luzon, entre as Filipinas e Taiwan, decorreu com ventos e correntes
contrárias. A presença de calmarias a bloquear o caminho direto obrigou os
navegadores a traçarem o rumo para norte, em direção ao Japão, antes de seguirem
rumo à meta na Nova Zelândia. A equipa francesa do Groupama foi a primeira a cortar a
linha de meta, mas a liderança na classificação geral permaneceu na posse do Team
Telefónica.
A largada em Auckland – amplamente reconhecida como a capital mundial da vela – foi
um espetáculo inolvidável. Milhares de pessoas aglomeraram-se nas margens do porto
e centenas de barcos de recreio invadiram as águas de Waitemata para testemunhar a
partida da frota. A previsão de mau tempo na mais longa e difícil etapa da volta ao
mundo – cerca de 12.000 km até a cidade de Itajaí (Santa Catarina, Brasil) –, todavia,
colocou as tripulações em estado de alerta.
A organização da Volvo Ocean Race decidiu impor uma zona de exclusão à volta da
latitude 47º Sul, de forma a manter a frota mais a norte, devido à presença de
icebergues. Somente na aproximação ao cabo Horn, a 55º Sul de latitude, na
extremidade da América do Sul – num dos locais mais míticos da história marítima
mundial – as equipas viriam a navegar nos mares austrais.
Cinco horas depois da largada em Auckland ocorreu a primeira baixa, quando o veleiro
Abu Dhabi sofreu danos no interior do compartimento de proa, na base de sustentação
da vela de proa, tendo de regressar ao local de partida para efetuar as reparações
necessárias. Mais de 36 horas depois, a equipa retomou a rota, mas o mau tempo
obrigou-a a um compasso de espera junto à costa neozelandesa a fim de evitar as
ondas de mais de seis metros e os ventos contrários de mais de 40 nós.
Nos três dias seguintes, a restante frota enfrentou o pior da tempestade numa
navegação extrema entre ondas de seis a oito metros, junto com ventos fortíssimos. O
Team Sanya, que até tinha conseguido assumir a liderança da frota, sofreu então mais
um acidente – o leme de estibordo partiu-se, provocando a entrada de três toneladas de
água no compartimento estanque da popa, que a equipa entretanto conseguiu estancar.
Porém, o skipper Mike Sanderson foi obrigado a procurar abrigo nas ilhas Chatham, a
este da Nova Zelândia, corridos que estavam apenas quatro dias de navegação. E
assim se apresentava a Volvo Ocean Race, estando prevista para o dia 4 de Abril a
chegada do primeiro barco a Itajaí…
Será aí, no dia 31 de Maio, dia previsto para a chegada do
barcos oriundos de Miami, que Lisboa receberá a Volvo Ocean
Race com fogo de artifício e com uma festa, noite a dentro,
animada por DJ’s.
Durante o primeiro fim-de-semana da escala da Volvo Ocean
Race em Lisboa, os V70 à medida que vão aportando, serão
colocados por uma mega grua em terra na zona das equipas
onde irão ser reparados. De facto, vão ser certamente
reparados já que em Lisboa completam a travessia do
Atlântico e 8 meses de circum–navegação. Nesse espaço a
Lagos Sports irá criar canais de circulação para que os
visitantes possam ver em terra os barcos de perto.
Mas haverá mais vela na Volvo Ocean Race em Lisboa. Várias
classes nacionais se juntarão a esta festa:
Vela com classes de vela nacionais;
• Nos dia 2, 3 e 4 Team Racig de Optimist (regatas de
equipas disputadas em Optimist com 6 equipas de 5
velejadores cada)
• Nos dias 2 e 3 regata costeira Cascais-Algés-Cascais
com várias classes de vela ligeira (Laser SB3, Dragão, entre
outras)
Programas de Solidariedade Social
• Dia 4 sessão de vela adaptada em Access 303
• Dia 5 de Junho Match Racing em vela adaptada, 6
equipas, constituídas por um velejador nacional e um de cada
equipa da Volvo Ocean Race.
Entre os dias 31 de maio e 5 de junho, sessões diárias de
batismo de vela.
Para além dos barcos os visitantes do Race Village, cuja
entrada é gratuita, terão ao seu dispor inúmeras animações.
Nos stands das equipas Camper, Puma, Groupama,
dedicados ao público, e ainda no stand da Volvo, os visitantes
vão ter acesso às mais variadas experiências interativas. Um
grande Cinema 3D e um simulador vão estar disponíveis para
mostrar como é estar a bordo de um V70, enquanto navega em
ondas de 15 metros.
Outro simulador estará no Race Village. Trata-se do
Champimóvel, um simulador disponibilizado pela Fundação
Champalimaud, que coloca os utilizadores a fazer outra viagem
em grande, desta vez ao infinitamente pequeno, o interior do
corpo humano. É aliás a partir das instalações da Fundação
Champalimaud onde estará instalado o Race Office e o
Gabinete de Imprensa, que os mais de 600 jornalistas
internacionais acreditados na prova, receberão as informações
essências sobre as incidências da 7ª etapa e da In-Port Race
em Lisboa.
O Race Village terá ainda dois palcos para onde estão
projetadas, para além das cerimónias de entrega de prémios
do Pro-Am (dia 8 de junho) e In-Port Race (dia 9 de junho),
atuações de vários grupos musicais e Dj’s, com especial
enfoque para um grande concerto no dia 9. Este programa de
animações musicais será revelado nas próximas semanas.
No dia 7 de Junho, feriado municipal de Oeiras, que é um dos
anfitriões da Volvo Ocean Race em Portugal, os barcos, que
entretanto já regressaram à água, irão fazer um percurso que
durante 5 dias irá permitir aos habitantes da Grande Lisboa ver
estas peças de tecnologia em ação.
Oeiras para além de animações especificamente delineadas
para esse dia, trará para o Race Village uma roda gigante
dando a possibilidade aos visitantes de visualizar todo o
espaço do evento, de um patamar elevado.
No próprio dia 7 de Junho terá lugar a entrega de prémios da 7
etapa da Volvo Ocean Race (Miami-Lisboa). Este evento onde
estarão todas as equipas com cerca de 700 pessoas, será
realizado no Pátio das Galés e Sala do Risco, espaços
disponibilizados pela Associação de Turismo de Lisboa, que
se tem revelado um parceiro entusiasta, desde o momento da
candidatura de Lisboa a este evento.
No dia 8 de Junho, dia Mundial dos Oceanos realiza-se a
Regata Pro-Am. Neste dia terá especial enfoque a presença da
Secretaria de Estado do Mar. Desde a primeira hora a João
lagos Sports tem trabalhado com o Ministério da Agricultura,
Mar, Ambiente e Ordenamento do Território e com a Secretaria
de Estado do Mar através da Estrutura de Missão para os
Assuntos do Mar, utilizando a Volvo Ocean Race como um
momento marcante e promotor do desígnio nacional que é o
novo Mar Português.
Nesse sentido, para além de animações específicas para
esse dia, estará presente no Race Village uma grande mostra
da Secretaria de Estado, dando conta, entre outros, do projeto
de extensão da plataforma continental sob jurisdição nacional,
que se encontra em fase de apreciação na ONU, e que poderá
permitir que Portugal veja o seu território acrescido de mais
2.000.000 km2.
Para todas as regatas que aqui se realizem (Treinos dia 6 e 7;
Pro-Am dia 8 e In-Port Race dia 9) e na partida da Regata rumo
a França no Dia 10 de Junho, os Barcos da Volvo Ocean Race
cumprirão um percurso que se iniciará frente à Doca de
Pedrouços e que se desenrolará Tejo acima até ao Terreiro do
Paço, havendo aí de novo uma boia para que façam a
rondagem e regressem a Pedrouços.
Este percurso foi delineado pela Lagos Sports e pela Volvo
Ocean Race no sentido de ter Lisboa como plano de fundo
durante as duas transmissões diretas de Televisão (Sábado
dia 9 – 90 minutos, e Domingo dia 10 – 60 minutos) e que
terão uma enorme distribuição Mundial.
Caso as condições de vento e de maré o permitam, ao
regressar a Pedrouços (passando de novo junto ao Evento), os
barcos irão ainda a S. Julião (passando também frente ao
concelho de Oeiras), repetindo este percurso tantas vezes
quantas as possíveis, dentro dos tempos previstos para as
transmissões live das televisões.
Estas transmissões terão lugar no dia 9 entre 12.30 e as 14.00
Horas e no dia 10 entre as 13.00 e as 14.00 Horas e serão
também difundidas pela RTP e pela SportTv.
Entretanto foi anunciado pela Presidência da República que
este ano o Dia de Portugal no 10 de Junho será celebrado em
Lisboa. Em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa,
estamos a trabalhar com a Presidência da República para que
a Volvo Ocean Race, nomeadamente a partida para a 8º etapa
rumo a França e que terá uma rondagem nos Açores, seja
integrada no programa das comemorações.
Para isso, muito contribuirá a Marinha Portuguesa que
certamente nesse fim-de-semana terá no Tejo alguns dos
seus mais emblemáticos meios a comandar a enorme frota de
despedida da Volvo Ocean Race, que certamente contará com
barcos tão variados como as fragatas do Tejo, dos Barcos
Cruzeiros ou porque não, nesse dia do mar e de todos os
portugueses, de Barcos Rabelos.
A VOLVO OCEAN RACE EM NÚMEROS (dados da edição 2008-
2009*)
- 1,619 biliões de leitores em 13.000 artigos na imprensa
escrita internacional*
- 1,327 biliões de audiência televisiva através de mais de
11.000 transmissões*
- 1,170 biliões de audiência rádio acumulada*
- 90 milhões de visitas ao site da Volvo Ocean Race*
- 56 milhões de euros de impacto económico, 420 mil
visitantes em Galway (Irlanda)*
- 220.000 pagantes registados de 180 países no jogo virtual
Volvo Ocean Race*
- 39.000 milhas náuticas (70 mil quilómetros) é a extensão da
prova
- 72 km/h (42 nós) é a velocidade máxima atingida pelos
barcos Volvo Open 70
- 9 meses é a duração da prova
Para mais informações sobre o Lisboa Volvo Ocean Race
2011-2012, é favor contactar:
Pedro Carvalho I +351 96 670 84 36
Nysse Arruda I +351 92 550 86 34
press@lagossports.com
www.volvooceanracelisbon.com
www.facebook.com/volvooceanracelisbon
POR DENTRO DA VOLVO OCEAN RACE
Media Zone
http://www.volvooceanrace.com/mediazone
Acreditações Media
http://www.volvooceanrace.com/accreditation
Galeria de Imagens
http://images.volvooceanrace.com
Galeria de Vídeos
http://www.volvooceanrace.com/broadcastroom
Informações da Corrida
http://noticeboard.volvooceanrace.com/
(Fontes - Distripress - 11 de Maio de 2012)
A VOLVO OCEAN RACE E A CIDADE DOS OCEANOS EM LISBOA
Não fosse a coragem ilimitada destes homens a Volvo Ocean Race seria um
evento impossível.
Em primeiro lugar, porque este evento no ponto de vista da segurança é um
pesadelo. Se tivermos em conta que estes barcos, que estão
permanentemente, 24 horas/24 horas, a tentar bater recordes, passam grande
parte do tempo da competição potencialmente mais perto da estação espacial
internacional do que de qualquer ponto em terra e sobretudo de qualquer
ajuda, mesmo que de um dos outros barcos.
Só um sofisticado número de meios a bordo dos V70 mantém o race control
informado do que se vai passando, qual a posição, a velocidade e o rumo dos
barcos, permitindo inclusive aconselhar e conferir com cada um dos skippers,
sobre as condições de navegabilidade e segurança de um barco depois de
um qualquer incidente, como já tem acontecido nesta edição.
Esta capacidade em adquirir informação permite também acompanhar a par e
passo a competição, a qualquer minuto, cruzando-a com as previsões
meteorológicas, podendo-se adivinhar as alterações classificativas. (Cerca de
200.000 velejadores virtuais acompanham a regata e fazem isso pelo menos
de 12 em 12 horas.)
No entanto o uso destes meios foi levado para uma nova dimensão quando na
última edição foi introduzido a bordo um elemento suplementar – O Media
Crew.
Este tripulante que está impedido de interferir com a navegação (para além da
sua função pode apenas cozinhar) é o responsável pela ligação ao Mundo do
seu Barco. As imagens e notícias que recebemos todos os dias quer em Live
Stream, quer via Volvo Ocean Race, são da sua responsabilidade.
Com a introdução da captação de imagens a bordo e do Media Crew a Volvo
Ocean Race ganhou uma nova dimensão. Durante 9 meses, 6 barcos
comunicam continuamente. É o resultado do acompanhamento dessa
comunicação massiva que faz com que a Volvo Ocean Race seja atualmente o
5º maior evento do Mundo e que permitiu que na edição anterior fosse atingido
os mil milhões de pessoas ligadas em várias plataformas a esta regata.
Para além da dimensão mediática há também a dimensão geográfica. Gerida
e participada por pessoas dos 5 continentes, a Volvo Ocean Race é das mais
extensas competições do Mundo. Percorrendo todos os oceanos, fazendo
escala em 10 Portos tão diferentes geograficamente como culturalmente.
Portugal tem na escala de Lisboa, uma importante oportunidade de se mostrar
ao Mundo junto dos que nos visitam diretamente devido à vinda desta regata
(só ligados diretamente à regata são cerca de 2.000 pessoas), e também
junto dos que pelas diferentes plataformas, vão receber imagens e notícias
desta passagem por Lisboa. Todos vão certamente qualificar de forma
superior o nosso país e os nossos produtos, ajudando a aumentar os
impactos económicos diretos e indiretos, associados a este evento, uma das
grandes apostas do Turismo de Portugal em 2012.
Para impactar todos os visitantes de forma positiva, começamos logo por
mostrar uma nova infraestrutura dedicada à náutica de recreio, construída na
recuperada Doca de Pedrouços e fruto de um trabalho hercúleo da equipa do
Porto de Lisboa. Quem viu esta doca há um ano atrás, com enormes
armazéns frigoríficos em estado de derrocada e enormes barcos afundados
no meio de metros de lodo, vai ser positivamente surpreendido quando visitar
a Volvo Ocean Race.